MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
GESTAR II – PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DOS ANOS/SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
LÍNGUA PORTUGUESA
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, CULTURA E DESPORTO DE MORMAÇO/RS
TUTOR: RUI CECCON
Relatório da Oficina 01
No dia 17 de fevereiro de 2011, na Sala de eventos da Secretaria Municipal de Educação cultura e Desporto, realizamos a primeira Oficina do gestar II, com a participação dos professores de todos os professores do Sistema Municipal de Ensino de Mormaço/RS.
A oficina de introdução do Gestar II iniciou com as formalidades na qual participou a Secretária Municipal de Educação e a Diretora geral de Educação, após as formalidades desenvolvemos a dinâmica inicial, na qual os participantes em uma folha dobrada em quatro partes deveriam colocar na primeira parte o perfil do seu aluno, na parte dois, o perfil dele como professor, na parte 3 o perfil do aluno desejado e na parte 4 o perfil do professor para ter o aluno desejado. Em seguida em pequenos grupos socializaram as respostas elaborando cartazes. Criada essa expectativa apresentamos o Programa Gestar II, para tal utilizamos os Slides disponibilizados no moodle, logo a seguir apresentamos o material e trabalhamos no Guia Geral a Unidade 1- O gestar II como Programa de Formação Continuada em Serviço. pag 13 a 18 a Unidade 2- A Proposta Pedagógica do Gestar II- pag 21 a 30 e a Unidade 3- A Implementação do Gestar II- pag 43 a 54 e a Unidade 5- Procedimentos para a Utilização dos Cadernos de Atividades de Apoio à Aprendizagem- pag 67 a 72, nesse trabalho os grupos estudaram e apresentaram suas conclusões aos demais. Fizemos um brevê comentário sobre o Avançando na prática para aplicar em sala de aula, a avaliação do professor cursista e foram lidos os direitos e deveres do professor cursista. pág. 50, 51 e 52, finalizando a oficina com espaço para tirar dúvidas, e a pergunta era se os professores de outras áreas poderiam fazer o Gestar II, explicamos que poderiam, mas que a certificação seria feita pela Secretaria de Educação e não pela Universidade.
Para essa oficina não foi solicitado o memorial, pois à tarde os professores de séries finais se reuniriam para a realização da segunda oficina, para a qual foi encaminhada a dinâmica da tarde, pois os professores deveriam pensar em seus alunos e suas atuações presentes e futuras e quais as competências e habilidades que precisariam para atuar nesse meio presente e futuro.



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RELATÓRIO DA OFICINA 02
No dia 17 de fevereiro de 2011, no turno da tarde, os professores de séries finais do Sistema Municipal de Ensino de Mormaço, se reuniram no laboratório de informática, para a segunda oficina do Gestar II. Inicialmente os professores dividiram-se em dois grupos e relataram as habilidades que o aluno precisa desenvolver para atuar como cidadão na sociedade uma vez que além de profissional ele é um ser social que se comunica e interage em vários meios e os professores deveriam identificar o que sua disciplina poderia ajudar na construção dessas habilidades e quando e de que forma está construindo-as para formar bons profissionais e cidadãos atuantes e críticos. Ao realizar essa dinâmica os professores concluíram que realizam o trabalho separadamente é para formar um todo e que o trabalho de forma interdisciplinar permite maior sucesso na construção dessas habilidades e competências que o aluno precisa adquirir e construir.
Em seguida trabalhamos com a Unidade 4- As Expectativas de Mudança e a Especificidade do Programa em Cada Escola. Pag 57 a 63. Depois entramos na construção do projeto, para tal os professores haviam recebido o material para leitura “PROJETO PEDAGÓGICO INTERDISCIPLINAR de Renata da Silva de Barcellos. A proposta de Fernando Hernandez de Rita Tereza Lopez” E as leituras foram socializadas através do slide intitulado “Transgressões e mudanças na Educação: Os projetos de trabalhos”. Na sequência retomamos o Guia Geral (pag. 51-52) para encaminhamento do projeto.
Entreguei o material para a terceira oficina para leitura do texto “Português na Escola” de Magda Soares e “Gêneros discursivos no ensino de Leitura e produção de texto” de Maria Aparecida Garcia Lopes Rossi. Novamente abrimos um espaço para tirar dúvidas e iniciamos a construção do memorial da oficina 1 e 2.
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RELATÓRIO DA OFICINA 03
No dia 25 de fevereiro de 2011, na sala de eventos da Secretaria Municipal de Educação de Mormaço, realizamos a terceira oficina do Gestar II, com a participação das professoras de Língua Portuguesa. Iniciamos a Oficina tirando as dúvidas apresentadas pelas professoras, assim retomando a oficina 1 e 2 . A seguir as professoras foram instigadas a comentar como era as aulas de língua portuguesa na época em que foram alunas, ambas disseram não lembrar, somente lembraram que estudavam a gramática, não recordavam de textos trabalhados ou produções textuais que fizeram. Concluíram que hoje ainda se trabalha muito a gramática, mas que aos poucos está sendo mudado o enfoque do estudo da Língua Portuguesa e que ainda muitos conteúdos estão distantes das práticas futuras que os alunos os utilizarão. Os professores trouxeram os textos lidos “Português na Escola” de Magda Soares e “Gêneros discursivos no ensino de Leitura e produção de texto” de Maria Aparecida Garcia Lopes Rossi. Para discutirmos os textos utilizamos o slide Histórico da língua Portuguesa da Professora Rosangela, disponibilizado no moodle, não foi possível construir a linha de tempo com o histórico da Língua Portuguesa, esse histórico foi pedido para ser colocado no memorial da oficina, pois trabalhamos sobre os Estudos dos escritos de Bakhtin. No final da oficina as professoras iniciaram o memorial da oficina, porém antes foi encaminhado a atividade para a oficina 4 que é a leitura da Unidade 9 do TP3 e responder as questões do material.
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RELATÓRIO DA OFICINA 04
No dia 11 de março de 2011, na sala de eventos da Secretária de Educação de Mormaço, realizamos a quarta oficina do Gesta II de Língua Portuguesa, Nesse encontro a Professora Vera Furini, não participou por motivos de trabalho, Iniciamos a oficina retomando o assunto a oficina anterior sobre a questão da Língua Portuguesa na Escola e o estudo dos gêneros textuais para a competência lingüística, inclusiva no memorial enviado pela professora Vera, nele, ela diz que ao estudar os gêneros percebeu que é possível analisar os textos de outra maneira e que isso tornará as aulas mais prazerosas. Procedemos a leitura dos gêneros textuais (TP3) e discutimos associando o tema à prática pedagógica de sala de aula. Analisamos a aplicabilidade dos avançando na prática e do uso do material do Caderno AAA3 versão aluno e as formas de trabalhar com gêneros em sala de aula. Durante a oficina líamos o texto condutor em voz alta e discutiamos, e analisando as sequencias tipológicas e a questão sócio comunicativa entre os interlocutores. Concluído esse trabalho de leitura e discussão, foi encaminhado o avançando na prática para que seja socializado na oficina seguinte, inclusive a professora Vera, mesmo não estando presente na oficina já o iniciou, enquanto a Professora Roseli irá iniciá-lo.
No final retomamos o objetivo da oficina e fizemos uma síntese do conteúdo e a professora iniciou a construção do memorial da oficina, o qual será entregue na oficina seguinte.
Encaminhei a atividade para a oficina 5 que é a Leitura da Unidade 10 do TP3 e a resolução das questões e a aplicação do avançando na pratica.
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Total de Cursistas: 02
Relatório da Oficina 05
A oficina nº 5 aconteceu no dia 25 de março de 2011 na sala de reuniões da Secretaria Municipal de Educação de Mormaço, com início ás 13 horas e término ás 17 horas. O objetivo proposto foi sistematizar o conhecimento a cerca das características de gênero literário e de gênero não literário; também caracterizar o gênero poético, de acordo com a função estética da linguagem e caracterizar uma das formas de realização do Gênero poético: O cordel.
Inicialmente solicitei que as duas professoras cursistas respirassem profundamente e pensassem no que estavam sentindo e dissessem em três palavras. Anotei as palavras e recitei-as assim:
As professoras do gestar sentem
Cansaço...
Angústia...
Preocupação...
Solidão...
Desamparo...
Não perguntei o porquê das palavras que disseram, mas ambas falaram que estavam preocupadas com o Gestar II e a conciliação com o trabalho escolar, a preocupação maior era como vencer o conteúdo, referindo-se a gramática e a preocupação com o projeto. Tranquilizei-as dizendo que para o projeto teríamos momentos específicos para sua elaboração e que podiam contar com minha ajuda e que não estavam desamparadas. Encerrei a dinâmica com a leitura do seguinte texto de Fernando Sabino:
De tudo ficaram três coisas…
A certeza de que estamos começando…
A certeza de que é preciso continuar…
A certeza de que podemos ser interrompidos
antes de terminar…
Façamos da interrupção um caminho novo…
Da queda, um passo de dança…
Do medo, uma escada…
Do sonho, uma ponte…
Da procura, um encontro!
A certeza de que estamos começando…
A certeza de que é preciso continuar…
A certeza de que podemos ser interrompidos
antes de terminar…
Façamos da interrupção um caminho novo…
Da queda, um passo de dança…
Do medo, uma escada…
Do sonho, uma ponte…
Da procura, um encontro!
Retomamos a oficina 4, cujo tema era gêneros textuais e a professora Roseli leu a síntese da unidade 9 do TP3, inclusive falou que em seu curso de licenciatura já se falava em gêneros textuais conforme estava na unidade 9 do TP3 e que os gêneros textuais são textos encontrados em nosso cotidiano e apresentam características sócio-comunicativas definidas por seu estilo, função, estrutura, conteúdo e canal. Para compreender um texto é preciso reconhecer sua estrutura, seu objetivo e a intertextualidade nele presente.
No espaço para troca de experiência, ou seja, falar sobre os avançando na prática a professora Vera colocou que trabalhou o avançando na prática da página 25 do TP3 com a 8ª série da Escola Municipal Antônio de Godoy Bueno e que após várias leituras os alunos conseguiram identificar o gênero biografia em outros textos e culminou cada aluno produzindo sua biografia, utilizando os verbos em terceira pessoa. A professora Roseli trabalhou o avançando na prática sugerido nas páginas 41 e 42 do TP3 com a 8ª série da Escola José Rodrigues Cardoso, colocou que a turma teve dificuldade de identificar o que estava implícito nas fábulas e que o trabalho culminou com a produção de fábulas a partir de provérbios. Ambas expuseram que ainda demonstraram insegurança para aplicação dos avançando na prática.
Na sequência fizemos uma leitura sintetizada das informações da unidade 10 do TP3 da página 55 á página 88. Cuja síntese as professoras trarão escrita na próxima oficina.
Lemos os textos “ poema tirado de uma noticia de jornal” (pag. 192) e a Música “ Bom dia” (pag. 193) e as cursistas optaram por trabalhar com o Poema tirado de uma notícia de Jornal e em conjunto elaboramos as atividades de leitura, interpretação e produção de texto visando á análise, caracterização e classificação dos gêneros textuais. Foram elaborados atividades de análise do texto e compará-lo a notícias de jornais para identificar as semelhanças dos gêneros e a reescrita do poema em forma de texto jornalístico, gênero notícia.
No final as professoras voltaram às sugestões de avançando na prática e trocaram idéias de como aplicá-los. Finalizamos a oficina com uma breve avaliação, na qual as professoras colocaram que dessa forma rendeu mais o trabalho e solicitaram que a memória fosse feita só por uma das cursistas.
Encaminhei o material de leitura sobre o SAEB, cuja prova é comentada. Solicitei que trouxessem o material das Olimpíadas de língua Portuguesa e a leitura da Unidade 1 e 2 do TP1 para a oficina 8.



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Relatório da Oficina 06
A oficina nº 6 aconteceu no dia 01 de abril de 2011 na sala de reuniões da Secretaria Municipal de Educação de Mormaço, com início ás 13 horas e término ás 17 horas. O objetivo proposto foi a leitura sobre o que é o SAEB e a análise da Prova Brasil e do material das Olimpíadas de Língua Portuguesa.
Inicialmente destinamos um espaço para troca de Experiências sobre os trabalhos realizados com alunos, em seguida discutimos as implicações do Sistema de Avaliação da Educação Básica, e chegamos a conclusão que embora algumas pessoas discordem da forma como é realizado, não temos como fugir da avaliação e que a mesma é que classificará o trabalho da escola.
Fizemos a leitura da matriz de referência de língua Portuguesa e percebemos que o ensino de Língua Portuguesa deve voltar-se para a função social da língua para que o aluno ingresse no mundo letrado e possa intregar-se na sociedade como participante atuante. Também a leitura é uma atividade complexa que faz solicitações ao intelecto e que não se resume só na decodificação, mas na apreensão de informações explicitas e implícitas e de sentidos subjacentes, os quais dependem do conhecimento prévio a respeito da língua, dos gêneros, das práticas sociais e culturais de interação, e das diversas formas de organização textual.
A matriz tem como foco a leitura como base da compreensão, análise e interpretação e na avaliação do SAEB se avalia as competências discursivas dos sujeitos, ou seja, leva em consideração que o sujeito seja capaz de interagir por meio de textos em qualquer situação da comunicação. Também o texto é a unidade significativa para a construção de conhecimento dos diferentes níveis de compreensão, análise e interpretação, é a unidade significativa que concretiza as competências e habilidades lingüísticas e serve de suporte à construção dos elementos que determinam sua complexidade. Foi analisada a Prova Brasil comentada dando ênfase a forma que é trabalhado cada tópico na 8ª série.
Concluída a análise do material do SAEB, iniciamos a análise do material das Olimpíadas de Língua Portuguesa, iniciamos pelo caderno de poesia, seguindo no caderno de memórias literárias, caderno de crônicas e caderno de artigos de opinião. As professoras cursistas chegaram à conclusão de que já trabalharam com gêneros textuais na escola e que foi uma extraordinária oportunidade de se lidar com a língua em seus mais diversos usos autênticos no dia-a-dia. Ambas justificaram que trabalham a produção de texto como uma forma de dizer o mundo, buscando a competência discursiva do aluno e que a produção seja uma atividade significativa que utiliza a realidade como objeto do ensino aprendizagem e como forma de comunicação.
Ao avaliar como foi o desempenho dos alunos do Sistema Municipal de Ensino de Mormaço, as professoras colocaram que os alunos foram bem e que tiveram facilidade em resolver a Prova.
Quanto às Olimpíadas as professoras disseram que tiveram dificuldade de trabalhar, pois os alunos muito pouco lêem e a partir dessa discussão associaram o trabalho das Olimpíadas ao projeto do Gestar.
Como tarefa de casa ficou a leitura das unidades 1 e 2 do TP1 e a releitura do texto da Lopes –Rossi Gêneros discursivos no ensino de leitura e produção de textos.
As cursistas iniciaram a construção da memória que será entregue na próxima oficina e disseram que a partir dessa oficina está ficando mais claro como trabalhar com gêneros textuais na escola e que já se sentem mais seguras para os avançando na prática.
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Relatório da Oficina 07
A oficina nº 7 aconteceu no dia 08 de abril de 2011 na Escola Municipal Antônio de Godoy Bueno, com início ás 13 horas e término ás 17 horas. O objetivo proposto foi relatar como está o avançando na prática, e iniciar a construção do Projeto interdisciplinar.
No espaço para troca de experiência a professora Vera apresentou o trabalho realizado com o gênero receita, o qual culminou com os alunos produzindo uma receita de como ir bem nos estudos, no entanto esse ela aplicou mas não vai relatar, está aplicando o avançando na prática sugerido nas páginas 64, 65, 66 e 67 do TP3, mas que o trabalho está em andamento. A professora Roseli está desenvolvendo o avançando na prática sugerido nas páginas 74 e 75 do TP3. Solicitei que organizassem o material para o portifólio, surgiu uma dúvida se era preciso anexar todo o material dos alunos, a qual ficou para ser esclarecida na próxima oficina. As professoras entregaram o material e o relatório do primeiro avançando na prática.
Em seguida, distribui uma folha em branco, lápis de cor e pedi que as cursistas escrevessem ou desenhassem seus objetivos para 2011, ambas ficaram pensativas e optaram por escrevê-los. Em seguida pedi que escrevessem o nosso objetivo para 2011 e que podiam conversar, rapidamente escreveram que era fazer um bom trabalho no gestar. Questionei sobre qual foi mais fácil, disseram que o coletivo, então conclui que o projeto que iríamos construir era um trabalho coletivo e que o gestar também está para em conjunto buscarmos a tão almejada qualidade do ensino.
Retomamos a leitura do texto da Lopes –Rossi Gêneros discursivos no ensino de leitura e produção de textos. E o material do Guia Geral (pag. 51 e 52) e partimos para a construção e retomando a discussão sobre as Olimpíadas optaram em realizar o mesmo projeto que recebeu o título de (RE) DESCOBRINDO MORMAÇO e foi rascunhada a problemática e a fundamentação teórica e o objetivo geral e encaminhamos para, na reunião pedagógica do dia 11 de abril de 2011, discutir com os professores das outras disciplinas sua viabilidade, pois o tema envolve vários aspectos que vão além da leitura e escrita e as disciplinas como Matemática, Geografia, História, juntamente com as outras podem dar suporte para o embasamento do trabalho com texto que se pretende a partir da simplicidade das belezas sócias, culturais atuais e históricas, bem como das belezas naturais produzir textos de diversos gêneros para serem publicados em diferentes veículos (canais). Ficou determinado que o projeto deve ser concluído na oficina 10, sendo que as cursistas já podem ir dando encaminhamento para a consolidação do projeto.
Na avaliação final, as professoras disseram estar mais tranqüilas, pois o que mais preocupava era o projeto e que agora definido o que será realizado já podem iniciar os trabalhos de pesquisa e de leitura para as futuras produções textuais.
Iniciaram a construção do memorial, o qual será entregue na próxima oficina. Reforcei a importância da leitura das unidades 1 e 2 do TP1 e a realização das atividades.
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Relatório da Oficina 08
A oficina nº 8 aconteceu no dia 15 de abril de 2011 na Escola Municipal Antônio de Godoy Bueno, com início ás 13 horas e término ás 17 horas. O objetivo proposto foi estudar as unidades 01 – Variantes linguísticas: dialetos e registros e 02 – Variantes linguísticas: desfazendo equívocos do TP1. Nesse encontro só estava a professora Vera, conversamos brevemente sobre o cronograma da oficina. A professora Vera entregou o relatório do Avançando na Prática e a memória da oficina anterior, também retomamos o projeto e delimitamos alguns casos que tinham ficado muito amplos como, por exemplo, os locais que seriam visitados para elaboração dos cartões postais, os epitáfios e as entrevistas. Fizemos a leitura sintetizada das unidades e concluímos que a variante lingüística é semelhante ao gênero não existe a melhor, mas que retratam costumes, tradições, valores, nossos modos de ser. Falamos a respeito de preconceitos linguístico e social e destacamos ainda que é praticamente impossível que alguém fale, a todo tempo, utilizando uma mesma variedade e que ao trabalhar o que precisa se levar em conta é a adequação, é saber que todas as variedades cumprem funções sócio-comunicativas. Portanto, nenhuma é melhor ou pior do que as outras. Todas as variedades lingüísticas são adequadas, desde que cumpram com eficiência o papel fundamental de uma língua, ou seja, de permitir a interação verbal entre as pessoas. Apesar disso uma dessas variedades, a norma culta ou norma padrão possui maior prestigio social. Portanto o ensino da língua culta não tem a finalidade de condenar ou eliminar a língua que falamos em nossas famílias ou em nossa comunidade. Saber usar bem uma língua equivale é saber empregá-la de modo adequado as mais diferente situações sociais de interação comunicativa que participamos.
Lemos o texto “A outra senhora” de Carlos Drummond de Andrade e analisamos a partir do questionamento sugerido no TP1, pag. 170. E concluímos que a nossa expectativa em relação á linguagem não foi correta, pois não dominamos certos termos técnicos e porque utiliza muitas variantes lingüísticas. A crônica, inicialmente, com o título A outra senhora nos repassa a idéia de que se trata de uma pessoa adulta, mas o subtítulo traz a informação “a garotinha fez esta redação no ginásio:”, isso nos leva na primeira leitura a pensar de que se trata de um texto feito por uma aluna. Também a linguagem utilizada demonstra que inicia mais formal e passa aos poucos a ser mais informal repassa a idéia de que se trata de uma pessoa que conhece os dois códigos, mas que utiliza mais o informal, já que ao escrever em uma variante que não é de uso corriqueiro temos de nos policiar enquanto que usamos com naturalidade a linguagem que é de uso diário. Essa idéia é reforçada com a imagem criada pelos presentes, pois quanto mais sofisticado era o presente, mais formal era a linguagem, esse texto deixa claro que a variação lingüística esta a associada a classe social e cultural também. Também o texto traz vários registros de variação linguística ao apresentar os termos técnicos, a linguagem formal, a informal, as gírias. Outro aspecto observado é a pontuação que foi omitida para apresentar problemas a fim de construir a idéia de que se trava de uma criança que ainda não domina o código padrão da língua, ou seja, a garotinha do ginásio. O uso dos termos técnicos, até pode ser de conhecimento de uma criança, mas no texto tem a intenção de valorização dos presentes, como nas propagandas tem a intenção de impressionar o consumidor (leitor). Com essa crônica Drummond critica o consumismo e deixa claro que o presente mais valioso é aquele dado com carinho. No texto há a valorização da afetividade e a crítica ao consumismo. Esse texto é de uma riqueza muito grande, pois os recursos utilizados na sua construção foram impar e ajudam na construção da crítica e do humor.
Encaminhei a próxima oficina, para a qual a professora deverá realizar a leitura da Unidade 3 e 4 – TP1 e o relatório do avançando na prática, a professora avaliou como positiva a oficina de hoje e disse que o local ajudou para que os trabalhos rendessem.
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Total de Cursistas: 02
Relatório da Oficina 09
A oficina nº 09 aconteceu no dia 29 de abril de 2011 na sala de reuniões da Secretaria Municipal de Educação de Mormaço, com início ás 13 horas e término ás 17 horas. O objetivo desta oficina é conceituar texto e reconhecer os porquês do estudo de estudo em língua portuguesa, reconhecer os pactos de leituras, os traços de intertextualidades, os tipos de intertextualidades e os pontos de vistas humanos nas diversas situações de interação humana.
Inicialmente As professoras apresentaram o relatório do avançando na prática e ambas relataram que aplicaram o avançando na prática sugerido na página 17 do TP1, cuja leitura “retrato de velho” permitiu trabalhar com os alunos que nos textos estão presentes questões culturais e valores e que há variação e que essas variações transformam a língua que está em constante processo de transformação, também identificaram com facilidade a narrativa e as falas dos personagens. A professora Roseli com seus alunos utilizou o texto "Retrato de velho", discutiu além das falas em quais os alunos viam pessoas de suas famílias e discutiu a questão do relacionamento entre jovens e velhos e a utilização da linguagem em relação a diferença de idade, valores, época e vocabulário. Com a professora Vera os alunos realizaram uma leitura silenciosa, fizeram um levantamento do vocabulário com uso do dicionário, dos personagens, da pontuação empregada no texto, a formação dos diálogos, alguns até identificaram o seu avô como o descrito nesta história e após ela aplicou o avançando sobre a leitura dramática dessa crônica. Os alunos dramatizaram a leitura, cuidando o tom de voz de acordo, mesmo assim eles chegaram a conclusão que os grupos não leram corretamente, não observaram a pontuação e nem destacaram as falas das personagens, porém num segundo momento a leitura já demonstrou um pouco do apontado, pois o aluno que apontava a incoerência da fala passava a ser o protagonista.
Retomamos o conteúdo da oficina anterior e as cursistas concluíram que trabalhar as variantes lingüísticas permite o uso da língua consciente da linguagem, pois buscando compreender como essas variantes se efetivam em nossa interação cotidiana e as trabalhando na oralidade e na escrita o aluno poderá ter uma compreensão mais ampla das variantes lingüísticas e sua finalidade no texto quando aparece no texto escrito.
Em seguida passamos a síntese da leitura das unidades 3 e 4 do TP 1 e as cursistas colocaram que o ensino-aprendizagem está apoiado no texto, o qual é toda e qualquer unidade de informação, independente de sua extensão e deve ser o centro de todas as atividades, porque ele nos faz pensar, permite expressar-se em interações comunicativas e enriquece nossas experiências. Destacaram que a intertextualidade pode ser conceituada como a presença de outras vozes em um texto produzido, sendo os processos intertextuais muito variados. Com o texto a língua a proposta de trabalho elaborada foi em forma de um projeto para aplicação em sala de aula com os alunos, projeto que segue na integra:
Projeto de trabalho
1. Tema: Texto e intertextualidade.
2. Objetivos:
2.1- Geral:
2.1-1. Trabalhar com gênero textual parábola (leitura, produção e análise), desenvolvendo um processo de leitura e escrita, no qual o aluno perceba que o texto contém diversos tipos de intertextualidade.
2.2- Objetivos específicos:
2.2-1. Ler o texto “A língua”.
2.2-2. Analisar as informações e contexto e a construção do texto (foco narrativo).
Explorar o sentido das palavras língua e a relação entre as expressões tempo, posses e sabedoria, identificando as acepções das palavras que o leitor precisa conhecer para que ocorra o ato comunicativo.
Identificar os elementos que compõe a parábola e a que leitor é direcionado o texto
Relacionar a situações reais em que a língua pode ser o pior ou o melhor pedaço.
Identificar a intertextualidade, associando o texto às parábolas bíblicas.
2.2-3. Ler parábolas.
2.2-4. Analisar as acepções na construção dos sentidos no texto.
2.2-5. Produzir uma parábola moderna que transmita um ensinamento para o aluno na escola.
2.2-6. Identificar os vários tipos de intertextualidade.
2.2-7. Identificar os diferentes pontos de vista nas diversas interações humanas e a variação línguística.
2.2-8. Publicar o material no blog de Língua Portuguesa.
3. Público envolvido:
3.1- Professores:
3.1-1. Letras
3.2- Alunos:
3.2-1. 8ª série.
4. Abordagem Pedagógica:
4.1- Leitura de textos do gênero parábola.
4.2- Análise de texto.
4.3- Vocabulário.
4.4- Foco narrativo.
4.5- Intertextualidade.
4.6- Produção textual (Parábola).
5. Mídias e tecnologias:
5.1- Equipamentos:
5.1-1. Computador.
5.1-2. Impressora.
5.2- Softwares:
5.2-1. Editor de texto.
5.2-2. Editor de imagens.
5.2-3. Editor de apresentação.
5.2-4. Editor de áudio e vídeo.
6. Materiais:
6.1- Materiais do aluno
6.2- Cópia do texto “A língua”
6.3- Folhas de ofício.
7. Metodologia (etapas/ações):
7.1- Inicialmente os alunos serão desafiados a lerem o texto A língua (Fábula de tradição Judaica) In Fábulas... em Cartão Postal, Belo Horizonte: Autêntica. s/d.)
7.2- Realizada a leitura, oralmente os alunos serão questionados a relacionarem o texto com outros textos.
7.3- De forma escrita será trabalhada a análise textual, explorando o vocabulário, ou seja, o sentido das palavras no contexto do texto, o foco narrativo e a construção textual, a intertextualidade, as informações explicitas e implícitas.
7.4- Realizada a analise textual, os alunos, farão a buscas por parábolas na internet e em grupo de quatro alunos farão a leitura de no mínimo 4 parábolas.
7.5- De posse dos textos escolhidos os alunos deverão associar o texto com a intencionalidade do autor e finalidade.
7.6- O grupo elencará um dos textos e socializará aos demais em Power point, para tal poderão fazer uso de som e imagens.
7.7- Concluída a socialização, cada aluno produzirá uma parábola voltada para um ensinamento na escola.
7.8- Avaliação acontecerá fazendo a socialização e publicação dos textos produzidos e a analise da intertextualidade nos textos do aluno e dos pontos de vistas da interação humana.
8. Período de realização:
8.1- Maio de 2011.
9. Referências bibliográficas:
BORBATO, Silviane Bonaccorsi. Programa Gestão de aprendizagem Escolar- Gestar II. Língua Portuguesa: Caderno de Teoria e Prática 1. Brasilia: Ministério da Educação, SEB, 2008.
As cursistas demonstram empolgação pelo trabalho com o texto e avaliaram que os estudos estão ajudando no trabalho pedagógico e que tem certeza que já estão vendo o trabalho com texto de outra forma e de como analisá-lo, porém ainda apresentam certa preocupação com de como trabalhar o conteúdo gramatical.
Encaminhei a leitura Unidade 13 e 14 – TP4 e finalizamos a oficina fazendo uma síntese do trabalhado que ajudará na construção da memória.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
GESTAR II – PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DOS ANOS/SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
LÍNGUA PORTUGUESA
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, CULTURA E DESPORTO DE MORMAÇO/RS
TUTOR: RUI CECCON
Total de Cursistas: 02
Relatório da Oficina 10
A oficina nº 10 aconteceu no dia 06 de março de 2011 na sala de reuniões da Secretaria Municipal de Educação de Mormaço, com início ás 18 horas e término ás 22 horas. O objetivo proposto foi relatar o encaminhamento do projeto e o avançando na prática e socializar o desenvolvimento do projeto interdisciplinar. Inicialmente as cursistas falaram dos trabalhos realizados nos avançando na prática e pediram para que eu reforçasse a importância do Gestar para os alunos e da proposta do mesmo, justificaram que dependem muito do interesse do aluno em participar dos trabalhos dos avançando na prática e dos trabalhos de realização do projeto, elogiaram os trabalhos de lançamento do projeto e o empenho para que seja de forma interdicisplinar, lamentaram que o tempo não tivesse permitido fazer o lançamento como tinha sido planejado, ou seja, fazer uma visita em pontos estratégicos de Mormaço. Porém entregaram o projeto, o qual ainda poderá sofrer mudanças e correções. O projeto ficou assim:
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
GESTAR II – PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DOS ANOS/SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
LÍNGUA PORTUGUESA
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, CULTURA E DESPORTO DE MORMAÇO/RS
PROJETO DE FINALIZAÇÃO DO GESTAR II
TUTOR: RUI CECCON
CURSISTAS:
ROSELI CRISTINA VISOTO SCHIMITT
VERA LÚCIA FURINI
2011
10. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO:
10.1- Escola: Escola Municipal de Ensino Fundamental Antônio de Godoy Bueno e Escola Municipal José Rodrigues Cardoso
10.2- Localização: Posse Godoy/ Mormaço/ RS e Água Branca/ Mormaço/RS
10.3- Direção: Jones Berticeli Cerini e Márcio Comin
10.4- Ano: 2011.
10.5- Coordenação: Professoras cursistas (Vera e Roseli)
11. Tematica:
11.1- (RE) Descobrindo Mormaço.
12. Problemática:
No trabalho realizado nas Olimpíadas de Língua Portuguesa em 2010, cujo tema era “O lugar onde vivo”, percebeu-se nos alunos desmotivação e pouca valorização ao local em que vivem, além de pouco conhecimento em relação às dimensões culturais, sociais, econômicas, naturais. Também há muita queixa que o material sobre os dados de Mormaço são imprecisos e pobres quanto a sua história. Dessa forma, sentimos a necessidade de trabalhar esse material já produzido sobre Mormaço e nele explorar os diferentes gêneros textuais, voltados para uma releitura, através da qual os alunos produzirão novos textos de diferentes gêneros, implicando em uma relação entre texto e contexto o que permitira uma reflexão sobre o “Lugar onde vivo”. Esse trabalho também permitirá associar os estudos do GESTAR II de Língua Portuguesa e seu conteúdo à prática pedagógica.
13. Fundamentação teórica:
A quantidade e diversidade de gêneros de textos que circulam no cotidiano são crescentes, pois as necessidades da vida moderna são campo privilegiado para o surgimento, o desenvolvimento e a circulação dos gêneros textuais, o que faz com que o texto se vincule às condições do sistema sociocultural do qual se faz parte. Todas as informações constantes no texto encontram-se organizadas de modo a atender um objetivo de comunicação. Desse modo, os gêneros se manifestam e são reveladores das relações de poder que estruturam a sociedade e determinam os lugares sociais legitimados por um sistema. Compreender como esses textos se organizam e que função comunicativa exercem nas práticas discursivas é, mais do que uma necessidade, uma exigência, uma vez que o texto permeia grande parte das nossas ações discursivas na sociedade. A competência comunicativa consiste essencialmente em se comportar como convém nos múltiplos gêneros de discursos: é antes de tudo uma competência genérica. Ao tratar de gêneros, Fiorin (2004, p 02) diz que “são organizações relativamente estáveis caracterizadas por uma temática, uma forma composicional e um estilo”. As linguagens verbais que compõem esses gêneros, materializados em atos comunicativos inseridos em esferas de atuação discursivas específicas, acham-se presentes em seqüências textuais dominantes, que determinam tipos textuais predominantes. Fiorin (2004, p 05) esclarece: “Os tipos textuais são construções textuais que apresentam determinadas características lingüísticas. São bem poucos os tipos textuais: o narrativo, o descritivo, o expositivo, o opinativo, o argumentativo e o injuntivo”. E complementa: “Quando dizemos que o tipo textual é uma categoria mais geral do que o gênero, o que queremos dizer é que os gêneros fazem uso dos tipos na sua composição. Assim, um mesmo tipo é utilizado por diferentes gêneros” (Fiorin, 2004, p 05). Gênero e tipo, portanto, complementam-se na produção textual verbal para transmitirem uma mensagem para atingir determinado objetivo.
Os princípios teóricos que norteiam este projeto está pautado na teoria sócio interacionista da linguagem. Para Bakhtin (1992), a linguagem é analisada a partir da interação entre os indivíduos dentro de uma prática social; a língua falada tem vida e se transforma constantemente pelo próprio uso cotidiano, ela não pode ser separada do fluxo da comunicação verbal.
Os indivíduos não recebem pronta para ser usada; eles penetram na corrente da comunicação verbal; ou melhor, somente quando mergulham nessa corrente é que sua consciência desperta e começa a operar. Os sujeitos não adquirem sua língua materna: é nela e por meio dela que ocorre o primeiro despertar da consciência.
Os indivíduos não recebem pronta para ser usada; eles penetram na corrente da comunicação verbal; ou melhor, somente quando mergulham nessa corrente é que sua consciência desperta e começa a operar. Os sujeitos não adquirem sua língua materna: é nela e por meio dela que ocorre o primeiro despertar da consciência.
O trabalho com textos para Bakhtin está inteiramente interelacionado ao contexto social do aluno, “O escritor seleciona palavras não do dicionário, mas do contexto da vida onde as palavras foram embebidas e se impregnaram de julgamentos de valor” (Bakntin, apud Freitas, 1992, p. 127). Assim, os gêneros discursivos, por mobilizarem diferentes esferas da atividade humana, representam unidades abertas da cultura.
Em relação à escrita Garcez (2001) diz que escrever é antes de tudo um exercício que só se aprimora com a prática constante atrelada indissociavelmente à prática de leitura. Leitura e releitura colaboram decisivamente para sensibilidade frente às melhorias cabíveis ao texto. Para Garcez, escrever é uma habilidade que pode ser desenvolvida e não um dom que poucas pessoas têm; é um ato que exige empenho e trabalho e não um fenômeno espontâneo.
É pela leitura que assimilamos as estruturas próprias da língua escrita. Para comunicarmos oralmente apoiamo-nos no contexto, temos a colaboração do ouvinte. Já a comunicação escrita tem suas especificidades, suas exigências. [...] Tratamos de forma diferente a sintaxe,o vocabulário e a própria organização do discurso. É pela convivência com textos escritos de diversos gêneros que vamos incorporando às nossas habilidades um efetivo conhecimento da escrita. (Garcez, 2001, p. 6-7)
Nessa perspectiva a opção de trabalho em sala de aula será a diversidade de Gêneros, uma vez que o projeto é interdisciplinar e o aluno estará ao mesmo tempo trabalhando vários textos de diferentes gêneros especificamente de leitura e produção de textos, que norteará o estudo e análise das de diversos gêneros textuais sobre o município de Mormaço, visto em um contexto global. Pois segundo Terra (202, p. 236),
[...]produzir linguagem significa produzir discursos. Significa dizer alguma coisa para alguém, de uma determinada forma, num determinado contexto histórico. Isso significa que as escolhas feitas ao dizer, ao produzir um discurso, não são aleatórias – ainda que possam ser inconscientes - mas decorrentes das condições em que esse discurso é realizado.
Visto dessa perspectiva, pode-se dizer que a linguagem é uma forma de interação. Assim sendo, o indivíduo, ao utilizar a linguagem, ao querer apenas transmitir informações ou exteriorizar seus pensamentos, é porque, na verdade, pela linguagem ele realiza ações e atua sobre o interlocutor(es), nesse contexto percebe-se a necessidade da fluência da língua nos mais diversos meios de interações sociais, adaptando-o de acordo com a situação sociocomunicativa, uma vez que este sujeito está inserido na sociedade e dentro de vários contextos, formal e informal.
Os PCNs recomendam que as práticas educativas devem ser organizadas de modo a garantir, que “os alunos sejam capazes de ler textos dos gêneros previstos para o ciclo, combinando estratégias de decifração com estratégias de seleção e antecipação, inferência e verificação”. (p.103).
Cabe, portanto, ao professor promover a ampliação desse contato com os mais variados tipos de gêneros textuais, inclusive os orais e não-verbais, sugerindo aos educandos que os identifique e até mesmo que pesquisem, em seu contexto social e de vida, outros exemplos de textos representativos.
Koch(1997, p.13) em seu livro O texto e a construção dos sentidos diz que:
O que interessa, assim, ao estudo propriamente lingüístico são as formas de organização da linguagem para a realização de fins sociais (o que inclui, evidentemente, o estudo do sistema dos signos de que valemos). Isto é, seu objetivo é verificar como se conseguem realizar determinadas ações ou interagir socialmente através da linguagem.
O objetivo do ensino-aprendizagem da língua, portanto, é desenvolver nos alunos sua competência discursiva e a capacidade de compreender e produzir textos diversos, orais, escritos, de divulgação na sociedade de forma escrita, oral em vários suportes veicular (canal) e levá-los a perceber que todo o texto tem uma finalidade e uma intencionalidade e nesse projeto a intenção e reescrever a história de Mormaço, mostrando suas belezas, curiosidades, dados estatísticos e como interage no cenário global e as interferências que sofre, bem como valorizar o cotidiano.
14. Objetivos:
14.1- Geral:
14.1-1. Trabalhar com gêneros textuais (leitura, produção e análise), desenvolvendo um processo de leitura e escrita, no qual o aluno perceba que os saberes trabalhados na escola estão presentes no contexto da vida cotidiana e assim (re) descobrir Mormaço em sua simplicidade e especificidade sociais, culturais, econômica e natural.
14.2- Objetivos específicos:
14.2-1. Ler textos de diversos gêneros veiculados na internet (INFORMATIVOS, HISTÓRICOS DE MORMAÇO, IMAGENS DE MORMAÇO, ESTATÍSTICOS, MAPAS).
14.2-2. Ler de textos informativos sobre Mormaço (EM MATERIAL IMPRESSO).
14.2-3. Analisar a informação e contexto, refletindo a realidade local e global.
14.2-4. Elencar peculiaridades de Mormaço e documentá-las em fotos, textos, escolhendo o gênero mais adequado para divulgação e analisar as informações em textos já existentes na perspectiva dos estudos realizados no Gestar II.
14.2-5. Criar de um blog para armazenagem dos trabalhos realizados interligando-os através de links.
14.2-6. Editar a Wikipédia no espaço sobre o município de Mormaço.
14.2-7. Elaborar cartões postais bilíngües e publicá-los em forma de livro para doá-los as bibliotecas escolares e municipal.
14.2-8. Elaborar coletâneas de textos de acordo com os gêneros produzidos e publicá-los em coletânea para doação as bibliotecas escolares e municipal.(Lendas, epitáfios, Poesias gaúchas, paródias de músicas gaúchas, textos informativos, estatísticos, históricos)
15. Metodologia (etapas/ações):
15.1- Inicialmente os alunos serão desafiados a buscarem informações sobre Mormaço nos aspectos sociais, culturais, econômicos, culturais e histórico, para tal fim serão divididos em grupos.
15.2- Com os dados obtidos em sala de aula analizar-se-á a informação com o contexto, verificando se corresponde e levantado o que precisa ainda ser informado no aspecto histórico, social, econômico, cultural e das belezas naturais e curiosidades.
15.3- A partir das necessidades elencadas, os professores de cada disciplina iniciarão o trabalho de busca e construção da informação, para tal serão buscadas fotos já existentes, tirado fotos novas, feito entrevistas, trazido a escola contadores de contos e lendas que não estão registradas. Também será feito visitas a locais que ainda não foram documentados como a Figueira, a voçoroca, as Estradas que passam no meio do cemitério, o paredão e os demais locais definido entre professores e alunos.
15.4- Definido os locais, pessoas e propriedades a serem visitados, alunos farão as visitas, sendo que no caminho quando virem algo interessante ou que chama a atenção será fotografado. Nas propriedades será realizado entrevista a qual será gravada em forma de vídeo para posterior edição e material para entrevista escrita.
15.5- De posse das fotos, entrevistas cada professor dentro de sua área de atuação iniciará a elaboração do material (vídeos, produção de textos, cartões postais, mapas...).
15.6- Com editado, será criado o blog para divulgação e a edição da informação sobre mormaço na Wikipédia e preparados para apresentar no seminário de culminância do Projeto em Agosto de 2011.
15.7- Avaliação do projeto.
16. Cronograma:
7.1-Abril: lançamento do projeto.
7.2-Maio: Leitura e pesquisa de campo.
7.3-Junho: Pesquisa de Campo e produção textual.
7.4-Julho: Leitura, análise e produção textual e edição do material.
7.5-Agosto: Leitura, análise e produção textual e edição do material e apresentação no seminário.
17. Equipe de trabalho:
17.1- Professores de:
17.1-1. Letras (leitura, análise e produção de cartões postais, lendas, epitáfios, poesias gaúchas, paródias de músicas gaúchas, texto informativo e entrevista)
17.1-2. Artes (Construção de mapa e maquete, desenho de locais)
17.1-3. Espanhol (tradução dos textos dos cartões postais)
17.1-4. Agroecologia (Textos informativos e estatísticos do aproveitamento da terra)
17.1-5. Geografia (Analisar de texto em uma perspectiva de Mormaço para o mundo e do mundo para Mormaço)
17.1-6. História (Fatos históricos de Mormaço e do mundo e as conseqüências para um e para outro)
17.1-7. Ciências (Alimentação, fauna e flora, elementos químicos utilizados nos alimentos fertilizantes , doenças e alimentação saudável)
17.1-8. Matemática (Dados econômicos e estatísticos de Mormaço e estudo sobre hortaliças, quantidade necessária para cada pessoa e estimativa de produção, comparativo entre consumo, necessidade e produção)
17.1-9. Educação física (Jogos e passa tempo do passado e atuais)
17.1-10. Ensino Religioso (Histórico das Religiões em Mormaço, numa perspectiva global).
17.2- Alunos:
17.2-1. 8ª série.
OBS: Para a Língua Portuguesa, pois os demais professores trabalharão de acordo com o conteúdo previsto para cada série.
18. Avaliação:
18.1- Produção textual (Cartões postais, textos informativos, contos, lendas epitáfios, poesias, entrevistas e outros materiais)
18.2- Apresentações no seminário.
18.3- Adesão dos alunos.
18.4- E demais critérios a serem definidos.
19. Referências bibliográficas:
BARCELLOS, Renata da. Projeto Pedagógico interdisciplinar. Disponível em: http://www.filologia.org.br/cluerjsg/anais/iv/completos/minicurso/Renata%20da%20Silva%20de%20Barcellos.pdf. Acesso em: 20 fev. 2011.
BORBATO, Silviane Bonaccorsi. Programa Gestão de aprendizagem Escolar- Gestar II. Língua Portuguesa: Cadernos de Teoria e Prática. Brasilia: Ministério da Educação, SEB, 2008.
BORBATO, Silviane Bonaccorsi. Programa Gestão de aprendizagem Escolar- Guia Geral. Brasilia: Ministério da Educação, SEB, 2010.
FIORIN, José Luiz. Linguagem e ideologia. 8. ed. São Paulo: Ática, 2004
FREITAS, Maria Teresa de Assunção. Psicologia e educação: um intertexto. Tese de Doutorado, PUC/RJ, 1992.
GARCEZ, L. H. do C. Técnicas de redação: o que é preciso para saber escrever bem. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
GERALDI, João Wanderley (Org.). O texto na sala de aula. São Paulo: Assoeste, 1987
KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 1997.
PCN +Ensino Médio: Orientações Educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Linguagens, códigos e suas tecnologias/Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Brasília: MEC; SENTEC, 2002.
ROSSI, M. A. G. G.. Gêneros discursivos no ensino de leitura e produção de texto. Londrina: Unigraf, 2005.
TERRA, Ernani. Português para todos. São Paulo: Scipione, 2002.
Encerramos a oficina encaminhando a com as professoras avaliando o trabalho de construção do projeto, as quais disseram que tem expectativas a respeito do trabalho que será realizado. Reforcei o lembrete da leitura para a oficina 11 que é a leitura da Unidade 13 e 14 – TP4 e do relatório do avançando na prática.